Vereador pede direito de resposta a emissora de rádio
para rebater entrevista veiculada sexta-feira passada
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Vereador Célio Pebas, durante reunião da Câmara nesta terça, 24/09 (videofoto) |
Durante a reunião ordinária da Câmara de Mucuri nesta
terça-feira (24), o vereador Jocélio Oliveira Brito (PSL), o Célio Pebas, referiu-se
ao deputado estadual Carlos Robson Rodrigues da Silva (PP), o Robinho, como “deputado
falastrão”, adjetivo relacionado a pessoa que fala demais e que, em geral, se torna
inconveniente e indiscreto; sinônimo de falador, tagarela, linguarudo,
boquirroto, dentre outros.
O pronunciamento de Célio foi decorrente de entrevista
que o deputado e o vice-prefeito de Mucuri, Fernando Jardim, concederam à Rádio
Abrolhos FM na sexta-feira passada (20), na qual o nome do vereador fora citado,
bem como de sua esposa Eliene Carvalho Tavares, no foco de acusações.
Em ofício endereçado ao diretor da emissora, datado de
23/09, Célio Pebas requisitou cópia integral da matéria veiculada o programa “FM
News” do dia 20/09 e solicitou direito de resposta, baseado na legislação vigente,
para a próxima sexta-feira (27), no mesmo programa, que normalmente é
apresentado a partir das 12h na rádio Abrolhos.
Robinho teria acusado o vereador de ocupar cargo na
Prefeitura de Mucuri e de receber sem trabalhar. Célio diz que a matéria é “inverídica”,
cita o art. 38 da Constituição Federal e assegura que, de fato e de direito,
ocupa o cargo de advogado assistente no órgão municipal de assistência jurídica,
que funciona na Praça Olhy Zeferino Koch, antiga Prefeitura, ao lado do prédio
do Bradesco, onde atende todas as terças-feiras.
“Atendo presencialmente todas as terças. Atendo cidadãos carentes,
sem condições de custear advogado particular”, afirmou, mostrando documento que
prova o atendimento de 11 pessoas somente no dia 24/09. Ressaltou que, de
janeiro até agora, foram quase 250 atendimentos feitos por ele. “O deputado
disse que recebo e não trabalho, o que é mentira. Exerço dignamente meu cargo.”
O vereador também disse que vai desmentir o deputado pela
citação do nome da sua esposa, como suposta funcionária do Bradesco e também do
Município. “Ela não é funcionária do Bradesco. Ela é titular de uma pessoa
jurídica que presta serviços ao Bradesco na área de seguro veicular, sem
vínculo empregatício. Ela é servidora do Município e está lotada no SAC no
cargo de auxiliar administrativo”, asseverou Célio.
E destacou: “Irei processá-lo, sim. Não tenho medo, sei
da fama dele. Eu não respondo a nenhum processo de improbidade administrativa;
do contrário, o deputado responde a diversos,
inclusive com condenação.”
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